Política

Querem liberar o plantio da maconha no Brasil, Eli Borges diz não

"Por que tenho que liberar o plantio no Brasil, se a área necessária é tão pequena?, questiona Eli

Foto: Reprodução

O deputado federal Eli Borges (Solidariedade) foi contra o Projeto de Lei que incentiva o cultivo da maconha no Brasil. O debate foi realizado nesta quarta-feira, 26, durante a comissão geral da Câmara dos Deputados que durou mais de quatro horas. 

A comissão geral sobre o cultivo da maconha foi realizada a pedido do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), presidente da comissão especial sobre o Projeto de Lei 399/15, e mais 12 parlamentares (REQ 1116/21).

Teixeira defendeu o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Luciano Ducci (PSB-PR), ao texto original do deputado Fábio Mitidieri (PSD-SE). O texto, se aprovado na comissão especial, pode seguir para o Senado, mas deve haver recursos para a análise em Plenário.

Alguns deputados e debatedores divergem sobre cultivo da maconha no Brasil. Na contramão dos apoiadores do PL, o deputado Eli Borges contestou o argumento de Teixeira. “Foi ele mesmo que registrou que 100 metros quadrados de plantio de maconha resolve o problema de 14 mil pacientes”, disse Eli em relação aos pacientes que usam para fins medicinais, veterinários, científicos e industriais.

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Ainda no raciocínio, Eli Borges afirma que o estádio do Maracanã possui uma área que atenderia a estimativa de pessoas que precisam do medicamento derivados do canabidiol. “Então, imagine que o estádio do Maracanã daria para atender 999 mil pessoas se plantasse isso. Aí surge a grande pergunta: por que é que eu tenho que liberar o plantio no Brasil, se a área necessária é tão pequena?”, questiona. 

“Vou contar a história de uma senhora que nos visitou quando ainda deputado estadual. Ela olhou para nós deputados e disse: ‘quando meu filho vendeu tudo que eu tinha na minha casa para comprar maconha e não restava mais nada, ele arrancou o portal da casa de tal maneira que eu pergunto aos senhores: O que fazer?”, conta Eli. 

O deputado ressalta que vai assumir o compromisso, junto com outros deputados, de solucionar a questão das pessoas que usam para fins médicos. “Claro, nós queremos o remédio para as mães que estão vendo os seus filhos sofrerem. Claro que nós defendemos eles. Claro que está ai os registros para todo mundo saber, que o governo está caminhando rápido, a Anvisa, o SUS, no sentido de resolver isso, acredito que até o mês de julho”, diz. 

“Se a área é tão pequena, eu termino perguntando, por que que tem que liberar para várias empresas plantarem? Não haveria necessidade”, questiona.

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