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Palmas 32 anos: Feiras fazem parte da história da Capital e dos palmenses

Autor: Redação Secom | 

Do comércio ao lazer, feirantes e frequentadores contam como esses locais se transformaram em tradição na cidade

“Eu cheguei a Palmas em 1993, tinha 38 anos, com meu marido e quatro filhos, vindos de Redenção (PA), em busca de melhorias. E encontrei uma vida melhor aqui, em Palmas”, detalha Rozaldina Martins Silva, feirante na Capital. Segundo ela, começou a vender nas feiras da cidade ainda em 1993, no Jardim Aureny I, onde ainda não tinha a estrutura de hoje, e na Avenida JK, local também sem estrutura de pavimentação e cobertura.

 

Rozaldina conta que o local onde hoje funciona a feira na Quadra 304 Sul foi entregue em 1995 e fala das transformações ocorridas. “Ficou bem melhor, com uma estrutura bem mais adequada. Logo depois vieram as estruturas das outras feiras, como a do Jardim Aureny I e a da Arse 112 (1106 Sul)”, destaca, comentando que começou como feirante vendendo temperos e depois ampliou para doces e castanhas.

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Para Rozaldina, Palmas tem seu crescimento acelerado, pois quando chegou na cidade, há 28 anos, não havia asfalto, o local era quase sem infraestrutura, com poucas casas e comércio. “Vim de uma cidade que não tinha muita benfeitoria e acreditava que Palmas teria melhorias, mas de forma mais lenta. Hoje a cidade está 100%”, avalia.

 

E parte dessas melhorias está nas feiras, que por falta de opção, no início da cidade, acabaram virando pontos de lazer, se transformando em um costume do palmense.

 

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Aqui antes de Palmas

“Nem me lembro o ano que comecei (a frequentar feiras), sei que em 2001 eu já estava aqui na Feira da 304 Sul”, relata o feirante Raimundo Nonato Barbosa de Castro, que vende farinha, feijões, doces, entre outros grãos, no local.

 

Barbosa conta que antes da criação de Palmas, morou no local onde foi implantada a Capital tocantinense. “Trabalhava em uma fazenda e morava onde hoje fica a Vila União, mas me mudei para Porto Nacional para os filhos poderem estudar, onde morei 12 anos. Palmas começou a ser construída e vim para cá em 1998”, lembra.

 

O feirante, que tem 72 anos, mora hoje numa chácara, mas quando chegou a Palmas construiu sua casa na Arse 122 (1.206 Sul). “Hoje estou trabalhando na roça, onde planto, faço farinha para vender aqui na feira. Aqui, em Palmas, é um bom lugar para se viver, e enquanto eu puder vou continuar a ser feirante”, relata. Raimundo vende nas feiras da 304 Sul e Arse 122. Antes vendia também na feira do Jardim Aureny I.

 

“As pessoas gostam muito da feira e, quando estava fechada, as pessoas ficaram tristes. Antes da pandemia, a feira vivia lotada, agora o movimento está menor. Mas as pessoas continuam buscando a feira, pois querem comprar um produto fresco e de qualidade”, avalia Barbosa.

 

Produtor e feirante

Feirante em Palmas desde 1997, Severino Alves dos Santos do Neto conta que toda sexta-feira e domingo, há 24 anos, vem de Porto Nacional para vender verduras e legumes produzidos por ele, nas feiras da 304 Sul e do Jardim Aureny I. Severino Neto conta que gosta muito de vender na feira e destaca que, nesse mais de um ano de pandemia, as feiras também foram bastante impactadas.

 

Apesar de não morar em Palmas, Severino acompanhou o crescimento da cidade e hoje seu filho é morador da Capital. “Nossa, a cidade cresceu demais de 1996 para cá, quando eu cheguei em Porto Nacional e conheci Palmas, vindo do Rio Grando do Norte”, narra.

 

Na feira desde sempre

A professora Kátia Maia Flores chegou em Palmas em 1990, no início de tudo, morando em frente onde é hoje a Feira da 304 Sul. “O funcionamento das feiras demorou um pouco, não lembro o ano que começou. E como a memória dá um salto, a impressão é que sempre teve feira. Até porque nesta área, onde funciona a feira, era um ponto de movimentação. Vinham parques, tinham shows, já era um ponto de encontro”, relata.

 

“Sempre frequentei a feira, que é maravilhosa. Minha família, quando vem me visitar, já pede para vir na feira, pois aqui encontramos produtos da infância, como bacaba, murici e buriti. E a feira é o lugar para encontrar produtos de qualidade, verduras frescas”, comenta a professora Kátia, destacando ainda que a feira é um lugar de encontro e representa um espaço da cidade.

 

Cuidados

O cheiro da feira, mistura dos aromas da pamonha e das verduras, lembra casa de vó, de roça, de horta e de Palmas. Mais de um ano de pandemia, sem poder aglomerar e com restrições, as feiras estão reabertas, mas a Prefeitura de Palmas orienta que feirantes e frequentadores devem seguir os protocolos de segurança, como o uso obrigatório de máscaras.

 

É possível curtir nossas feiras, incentivar a compra do produtor local, ampliar o consumo de produtos frescos e comidas típicas da nossa terra, mas com segurança e seguindo as recomendações das organizações de saúde.

 

 

Funcionamento das feiras em Palmas:

  • Feira da 304 Sul (Arse 31) – funciona às terças e sextas-feiras, das 8 às 21 horas.
  • Feira da 503 Norte (Arno 61) – funciona às quartas-feiras, das 15 às 21 horas.
  • Feira da 1106 Sul (Arse 112) – funciona às quintas-feiras, das 8 às 21 horas.
  • Feira da 307 Norte (Arno 33) – funciona aos sábados, das 8 às 21 horas; e aos domingos, das 7 às 12 horas.
  • Feira do Jardim Aureny I – funciona aos sábados, das 8 às 21 horas; e aos domingos, das 7 às 12 horas.
Crédito – fotos: Lia Mara

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