Política

O embate já era esperado entre Kátia Abreu e o ex-ministro Ernesto Araújo na CPI, entenda

Nesta terça-feira, 18, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, instalada pelo Senado Federal, ouviu o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Na condição de testemunha, Ernesto foi cobrado a explicar a indisposição do Brasil com a China, a mobilização do Itamaraty para compra de cloroquina e a demora em aderir ao Covax Facility na aquisição somente do mínimo das  vacinas.

O Chanceler, que antes travou discussões com o embaixador chinês, fez ataques a OMS e chamou o coronavírus de “comunavírus”, desta vez, se opôs frente às autoridades da CPI, e afirmou jamais ter provocado desavenças com o governo chinês, ou dificultado a adesão do Brasil ao consórcio. 

A gestão de Araújo no Itamaraty (Janeiro de 2019 a março de 2021), foi sinalizada com muitas polêmicas, mas ao ser questionado sobre sua responsabilidade no período de pandemia, o chanceler responsabilizou o Ministério da Saúde.  

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A senadora Kátia Abreu (PP-TO) marcou presença na CPI encurralando o ex-ministro. A representante tocantinense questionou em várias pautas Ernesto, que recuou. Além de o acusar de fraco e covarde pelo seu depoimento.

O chanceler que antes já havia travado uma indisposição com a senadora, afirmou ao ser questionado pelo senador Angelo Coronal (PSD-BA) que não se arrepende de ter dito, no início do ano, que a senadora teria interesses na participação da China na tecnologia 5G a ser instalada no Brasil.

“Em referência que fiz ao comportamento de Kátia Abreu, eu apenas disse a verdade, relatei um fato. Jamais vou me arrepender de dizer a verdade”, disse ele após ser questionado sobre uma possível retratação pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA).

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Entenda

Em março deste ano Araújo revelou uma conversa que teve com Kátia Abreu. “Conversa cortês. Pouco ou nada falou de vacinas. No final, à mesa, disse: ‘Ministro, se o senhor fizer um gesto em relação ao 5G, será o rei do Senado.”, publicou o chanceler. 

Na época Kátia Abreu o respondeu por meio de uma nota afirmando o real teor da conversa: “Ainda alertei esse senhor dos prejuízos que um veto à China na questão 5G poderia dar às nossas exportações, especialmente do Agro, que vem salvando o país há décadas. Defendi também que a questão do desmatamento na Amazônia deve ser profundamente explicada ao mundo no contexto da negociação para evitar mais danos comerciais ao Brasil.”

Após a resposta ao senador Coronel de não se arrepender, Kátia o chamou de dupla personalidade “A impressão que tenho é que existe um Ernesto que fala conosco e escuto a voz, e um outro Ernesto que não sei onde fica, que fala nas redes, na internet, nos artigos, nos blogs, falando coisas totalmente diferentes”. Além de o acusar de ter memória seletiva, “o senhor não se lembra de nada que importa e se lembra de coisas mínimas”, rebateu a senadora. 

A CPI que vem trazendo grandes esclarecimentos quanto a posição do governo frente à pandemia, espera nesta quinta-feira, 20, a secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Mayra Pinheiro. Até o momento, já passaram pela comissão os ex-ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, o atual chefe da pasta Marcelo Queiroga, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, o ex-secretário especial de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten e o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo.

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