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Kátia Abreu questiona chanceler sobre o discurso do Presidente e como isso pode afetar a relação com a China

Audiência da Comissão de Relações Exteriores do Senado – Foto: Leopoldo Silva

Na última quinta-feira, 6, a Comissão de Relações Exteriores do Senado reuniu-se para ouvir o chanceler Carlos Alberto França, o ministro das Relações Exteriores. Na ocasião, a presidente do colegiado, Kátia Abreu (PP-TO) retratou algumas exigências ao chefe do Itamaraty, que não se esquivou em respondê-la. 

Ao decorrer da sessão, a senadora pressionou França sobre a política internacional do governo Bolsonaro, e seu recente discurso no Planalto, onde sem citar nominalmente a China, Jair Bolsonaro insinua que o coronavírus pode ter sido criado pelo país asiático. 

“O senhor acha que o Brasil continuará sendo o mesmo na relação com a China daqui adiante, depois dessa gravíssima acusação?”, perguntou Kátia ao Ministro.

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Em resposta, França disse não poder comentar as declarações do presidente, e lembrou posteriormente, que Bolsonaro não se direcionou a China (apesar de ter feito menção ao “país que mais cresceu no PIB”). 

“Eu estava ao lado dele e ele disse que não falou da China, como militar, tratou de assuntos que aprendeu na Academia Militar das Agulhas Negras, nunca mencionou a China. É um grande país e a parceria é positiva, e não se alterava”, justificou o ministro.

Na ocasião, a senadora pontuou sobre a meta do desmatamento, que atualmente corresponde a 4% das emissões globais de carbono. A meta foi estabelecida no discurso do presidente, durante a Cúpula do Clima, evento organizado pelo governo dos Estados Unidos, que prometeu eliminar o desmatamento ilegal até 2030. 

Kátia em sua atuação apresentou um Projeto de Lei, onde solicita que a meta estabelecida pelo Governo seja reduzida, passando de 2030 a 2025. “Protocolei um projeto de lei, Chanceler, alterando a meta brasileira de 30, 2030, para 2025 e eu tenho certeza que nós conseguimos fazer essa redução, com vontade política, dura e forte”, afirmou Kátia, que em seguida explicou a importância da redução para parcerias futuras com a União Europeia-Mercosul. 

“Se nós reduzirmos o desmatamento, nós já alcançamos nos próximos 3-4 anos a nossa meta antecipadamente e isso vai abrir portas para o nosso comércio. Porque quando você faz um acordo União Europeia-Mercosul, qualquer país que faz acordo com a Europa, isso significa uma abertura de portas porque vários outros países copiam o que a Europa faz. Vamos ser ousados e ambiciosos e tirar o Brasil desse isolamento diplomático comercial com tão poucos acordos”, afirmou a presidente do colegiado.  

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