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Cinthia Ribeiro critica duramente a Anvisa após recusarem a importação da Sputnik V

Foto: Handout / Russian Direct Investment Fund

 

Na última segunda-feira, 26, cinco diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recusaram, por unanimidade, a importação da vacina russa Sputnik V pelo Brasil.

O imunizante, que é produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia, já havia sido negociado pelo Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar),  para compra de imunizantes contra a COVID-19. As doses solicitadas atendiam cerca de 30 milhões  do imunizante.

A prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB), que faz parte da chapa ‘Conectados pelo Brasil’ pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), explicou que já havia uma expectativa de aquisição para a Capital. As 5 milhões de doses chegariam entre os meses de maio e junho para o Consórcio. 

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“A decisão da Anvisa de negar a importação da Sputnik V é muito desanimadora para  os brasileiros. Através do #ConsórcioCONECTAR estávamos negociando a compra de 30 milhões de doses, inclusive a 1° remessa de 5 milhões de doses chegaria agora em maio. Voltamos pra fila de espera até que a liberação seja resolvida, que espero ser o mais breve possível, pois temos pressa em salvar vidas”, afirmou a Prefeita. 

 

Por que não a Sputnik V?

 Os diretores da Anvisa, consideraram que o imunizante, se aplicado, pode trazer grandes riscos à saúde.  Além de terem como argumento as  falhas e pendências na documentação apresentada pelo fabricante, que se baseou em pareceres técnicos. 

Os riscos argumentados pela Anvisa, é que os lotes analisados detectaram a presença de “adenovírus” com uma capacidade alta de reprodução no composto da vacina.  

O adenovírus possui uma capacidade natural de replicação no corpo humano, mas quando utilizado como imunizante, essa capacidade de reprodução deve estar neutralizada, o que não teria ocorrido no caso dos lotes da Sputnik avaliados pela Anvisa.    

Segundo a Anvisa, esse aspecto foge dos padrões de qualidade recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Conselho Internacional para Harmonização de Requisitos Técnicos de Medicamentos para Uso Humano (International Council for Harmonisation of Technical Requirements for Pharmaceuticals for Human Use – ICH), seguidos pelas principais agências reguladoras do mundo, incluindo a Agência Nacional. 

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