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Em ato de desespero, Amastha se acorrenta na porta da CGU e começa greve de fome; assista

Na manhã desta segunda-feira, 27, o ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), se acorrentou na porta da Controladoria Geral da União em Palmas-TO, para ser recebido pelo superintendente doutor Leandro.

Amastha exige que seja feita uma coletiva de imprensa para que ele mostre as provas da Operação Carta Marcada da Polícia Federal que o acusa, assim como ex-secretários, de desvios de até R$ 15 milhões na locação de carros.

O ex-prefeito disse que está iniciando uma greve de fome, e apenas vai tomar água até ser atendido pelo superintendente em companhia da imprensa. Exijo restituir a minha honra.

“Vou me acorrentar não porta da CGU e até ser atendido na frente da imprensa não vou sair daqui”; concluiu. ‬

 

Assista:

 

https://www.instagram.com/p/CDJN0eMl6JQ/

 

 

 

Segundo vídeo:

 

https://www.instagram.com/p/CDI8ZrglTaC/

 

 

ENTENDA

Quatro ex-secretários da prefeitura de Palmas foram alvos de mandados de prisão na manhã desta terça-feira (21) durante uma operação da Polícia Federal que apura superfaturamento e fraudes em contratos de locação de veículos. O ex-prefeito Carlos Amastha (PSB), que também é investigado na ação, teve os sigilos bancário e fiscal quebrados. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a ele.

PF faz operação contra fraudes em contratos de locação

As apurações indicam que o o grupo, em parceria com empresários do ramo de locação de veículos, tenha fraudado licitações para desviar dinheiro público. Alguns dos investigados tiveram a prisão decretada por três dias e outros por cinco. Até às 12h, seis dos oito mandados de prisão já tinham sido cumpridos.

Uma das prisões, a do ex-secretário Adir Gentil, foi em Florianópolis (SC). Ele mora em Santa Catarina e teve atuação política recente no estado.

Segundo a PF, os contratos suspeitos foram fechados em 2014, durante a gestão do ex-prefeito Carlos Amastha (PSB). A suspeita é que eles tenham se apropriado de mais de R$ 15 milhões.

A investigação indica que inicialmente a ata de registro de preços foi realizada pela Prefeitura de Porto Nacional, município vizinho a Palmas, durante a gestão de Otoniel Andrade.

A suspeita de fraude é motivada pelo fato de que três empresa apresentaram propostas para a licitação, mas apenas uma delas compareceu ao pregão presencial. Isso, segundo a PF, indica que o contrato pode ter sido direcionado. Além disso, as outras empresas apresentaram orçamentos com diferença constante de 2,3955% sobre as propostas da vencedora.

Após a realização da licitação em Porto Nacional, a prefeitura de Palmas optou por aderir a mesma ata de preços. O contrato ficou em vigor até 2018. Neste período a prefeitura de Porto Nacional pagou R$ 470 mil pelo aluguel dos veículos enquanto em Palmas os pagamentos passaram da marca de R$ 24 milhões.

Além dos presos, foram realizadas buscas nos imóveis de empresários e políticos nas duas cidades, incluindo as residências de Carlos Amastha e Otoniel Andrade.

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